Outubro Rosa

O Outubro Rosa e a informação
 
No Brasil, o Outubro Rosa ganha cada vez mais adeptos. E na Bahia não é diferente. A cada ano, instituições que possuem uma preocupação social com a saúde da mulher se empenham em disseminar informações sobre a importância do diagnóstico precoce para a cura do câncer de mama. A nossa recomendação, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é que mulheres saudáveis realizem a mamografia anualmente, e exame clínico das mamas, a partir dos 40 anos. Mulheres com maior risco - aquelas que têm parentes de 1o grau acometidas pelo câncer de mama antes dos 50 anos - devem começar o acompanhamento com o mastologista mais cedo, aos 35 anos. É importante ressaltar que as mulheres não devem se preocupar com as doses de radiação emitidas durante a mamografia, pois este exame segue normas rígidas de segurança, não causando dano, mesmo àquelas que a realizam anualmente.
 
Em sua fase inicial, o câncer de mama tem evolução assintomática, ou seja, muitas pacientes não apresentam nenhum sintoma nessa fase da doença. Com a evolução do câncer, podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos nas axilas.
  
O câncer de mama
 
O câncer de mama já é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo, só perde para o de pele. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença responde por 28% dos novos casos de câncer surgidos a cada ano no Brasil. É o câncer mais temido pelas mulheres devido à grande frequência e, sobretudo, pelos efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a imagem pessoal.
 
Um importante fator de risco é o histórico familiar, principalmente se a mãe ou a irmã foram acometidas pela doença na pré-menopausa. A idade é outro fator de risco, pois o aumento da idade é proporcional ao aumento da incidência da doença. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos), a primeira gravidez depois dos 30 anos e a nuliparidade (ausência de filhos), constituem outros relevantes fatores de risco.
 
Apesar do grande interesse na prevenção primária, poucos elementos externos parecem aumentar significativamente a incidência da doença. Devem ser adotadas medidas simples, dietéticas e comportamentais, como a diminuição do uso de bebidas alcoólicas e controle do peso, eficazes para reduzir o risco de desenvolvimento da lesão. O mais importante para o combate ao tumor é a prática rotineira da mamografia, que possibilita um diagnóstico precoce. O autoexame também é válido, mas deve ser auxiliar, pois pode permitir que a própria mulher identifique alguma alteração na mama.
Editorial, 01.OUTUBRO.2019 | Postado em Geral


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